4 cantinhos naturebas para você conhecer em Sampa

19/04/2016

Não importa se eu vou passar um fim de semana em Pirenópolis ou fazer um tour enogastronômico de quinze dias pela Toscana: só meto o pé na estrada se estiver com um roteiro de viagem dentro da mala. Vasculho a internet, torro a paciência dos amigos e transformo qualquer bate e volta insosso em uma experiência inesquecível. 

 

Esta semana não foi diferente. Me mandei para Sampa com uma listinha de 4 lugares - todos com uma vibe pra lá de natureba - que estava louca para conhecer há tempos. Madruguei, peguei avião e, depois de horas intermináveis no caótico trânsito paulistano, comecei minha jornada pela Casa S, em Pinheiros.

 

 

Morada do criativo chef Thiago Medeiros, que tive o prazer de conhecer pessoalmente (um fofo!), a charmosa casinha faz questão de ser simplesmente imperdível. Fiquei fascinada com a variedade de produtos (com embalagens lindas e conscientes) e com o atendimento impecável (e descolado) do início ao fim. Sim, lotei minha mochila com delícias que ganharam a minha boca e o meu coração: salty granola vegana, sweet granola, pão de cebola sem glúten ou conservantes e o novo amor da minha vida, o tahimel. 

 

A cozinha oferece receitas vegetarianas que unem sabor e equilíbrio nutricional. Tudo é fresquinho, artesanal e sem aditivos. A casa S ainda valoriza o trabalho de pequenos produtores locais e orgânicos e respeita a sazonalidade dos produtos. A nossa cara, né?

 

 

 

Enquanto tomei um cafezinho (da Cia Orgânica, claro!), joguei papo fora e conheci de perto como funciona a tal filosofia S: ser simples, ser saudável, ser saboroso, ser sustentável, ser simpático e ser sincero. É um excelente mantra para se repetir diariamente, não?

 

 

Para registro: a casa S é um projeto comandado pelo Thiago e por mais três sócios - Charles Piriou, Paulo Zaffalão e a queridíssima nutricionista Alessandra Luglio (sigam a Alê no instagram - vale muito!). 

 

Quero voltar, quero fazer todos os cursos da S School, quero que algum milagre aconteça e que as granolas que trouxe para minha casa se multipliquem!

 

A Casa S fica na Rua Mourato Coelho, 1008. Saiba mais sobre ela no site www.ssimplesmente,com.br ;)

 

Pertinho dali, cerca de quatro quarteirões pela rua Aspicuelta (dez minutinhos de caminhada se você não estiver com uma mala imensa aos seus pés), uma esquina da Vila Madalena me fez ajoelhar e agradecer aos Céus a dádiva de (ainda) não ter desenvolvido qualquer tipo de intolerância aos lácteos. 

 

A Queijaria (Rua Aspicuelta, 35) é uma loja especializada em queijos artesanais nacionais e busca valorizar o trabalho de mais de 50 pequenos produtores (espalhados por 10 estados diferentes). 

 

 

Tem queijo fresco, meia cura, curado, extra curado. Tem queijo de vaca, de cabra, de búfala, de ovelha. Tem queijo para todos os gostos (e bolsos!). Com a ajuda do prestativo Juno, descobri (entre os mais de 150 tipos) os meus preferidos e, óbvio, trouxe um tulha, um flor da montanha e vários canastras e canastrinhas. 

 

Próxima parada? Casa do Sabor AMMA (Alameda Ministro Rocha Azevedo, 1052 - Jardins).  

 

 

 

Em uma casa modernista de 1938, o chocolate impera em suas sete gradações orgânicas. A simpática Carol, que não desgruda do seu melangé, cria delícias mágicas e exclusivas em um piscar de olhos. Fui de pajé, uma bebida de cacau e água (nada de lácteos aqui!) feita "como os antigos faziam" (palavras da Carol, não minhas) adoçada com um pouquinho de açúcar de coco e finalizada com especiarias brasileiras. Poderosa, rica e refrescante! 

 

 

 

 

É claro que fiz comprinhas: trouxe a Barong (cerveja feita em parceria com a Morada Cia Etílica de Curitiba e batizada com Gula Merah - o açúcar de coco de Bali) e um Ytapura (chá de nibs de cacau, açúcar de coco, raspa de limão e especiarias brasileiras). 

 

Ainda deu tempo para fazer um almoço tardio no restaurante orgânico e funcional Le Manjue Organique (Rua Domingos Fernandes, 608 - Vila Nova Conceição), do bonitão-tão-tão Bruno Gagliasso. 

 

 

O chef Renato Caleffi comanda a cozinha e elabora pratos que combinam bem-estar e sabor. Suas criações possuem ingredientes detox, antioxidantes e de boa carga glicêmica. Escolhi o spaghettini thay com camarão (massa tradicional com camarões envolvidos em azeite e capim-limão, cenoura, broto de feijão, alho poró, tomatinhos e amendoim) e uma taça de rosé geladinho (não sou de ferro!). Gostei tanto do prato que tentei fazer em casa outro dia (incluindo, por minha conta e risco, um pouquinho do tahimel que comprei na Casa S). Resultado? Hey, Gagliasso, pode me contratar - aceito ganache Le Manjue como pagamento ;)

 

 

 

Amei as camisetas dos garçons que levavam dizeres como "Comer é um ato agrícola!" e "Carpe Vita" e, confesso, só não passei no pequeno empório que o restaurante tem por falta de espaço para novas compras na mala. 

 

Depois de encontrar com o pessoal da Bianca Simões e da Blessing (nossos amados fornecedores), meu batidão - e o meu roteiro - chegou ao fim. Dei tchau para a Terra da Garoa com a certeza de que "toda despedida está ansiosa por uma nova chegada". 

 

 

 

 

Mirella Malta é cientista social, idealizadora da Carota e cozinheira nas horas vagas e não vagas. 

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