Saúde e bem-estar na gestação

02/05/2016

Durante a gravidez, a mulher não gera em seu ventre só mais um ser humano, mas o destinatário do amor mais verdadeiro e incondicional de sua vida.

Infelizmente, para alguns especialistas e até gestantes, esse período é visto quase como um estado patológico e se torna cada vez mais necessário desmitificar falsas verdades. 

 

Uma gestante pode sim continuar com sua prática regular (e supervisionada) de atividade física e deve buscar, tão logo possível, um acompanhamento nutricional com o profissional competente (nutricionista). 

 

Clarice Maciel, de 34 anos, é exemplo para as gravidinhas. Praticante e "viciada" em CrossFit desde março de 2014, manteve sua atividade física até a 37a. de gestação e, com orientação de sua obstetra e coach, realizou o sonho de ter uma gravidez saudável e super ativa. "Praticamente todos os exercícios foram adaptados à gestação de alguma forma, poucos foram os que precisei deixar de fazer, como o handstand (bananeira). A adaptação teve a ver, principalmente, com a diminuição do peso que eu costumava pegar e o controle da intensidade dos exercícios, já que meus batimentos cardíacos não poderiam subir além de 30% do meu basal. Por isso, passei a treinar com um polar. Minha médica, a princípio, indicou exercícios bem mais tranquilos, mas quando falei que não conseguiria, ela compreendeu e me incentivou a continuar no CrossFit. Tive parto normal e voltei a praticar a atividade depois de 2 meses e 10 dias", afirma. 

 

 

Recado para as futuras mamães? Claro que a Clarice tem: "Não deixe de praticar exercícios físicos, faça o que você gosta e o que sente que o seu corpo permite. A liberação de endorfina é sempre boa para o nosso corpo e mente. Lembre-se de fazê-lo com responsabilidade e procurar acompanhamento profissional. O exercício vai deixá-la muito mais disposta, além de ajudar a controlar o ganho de peso, melhorar a circulação sanguínea e prepará-la para o esforço do trabalho de parto". 

 

O American College of Sports Medicine (maior organização científica de medicina desportiva do mundo), nos oferece algumas recomendações sobre a prática dos exercícios físicos para gestantes: 


- A liberação do obstetra atestando a gestante para a prática de atividade física sem riscos para a mãe e o bebê é fundamental; 
- é importante evitar exercícios em decúbito dorsal (barriga para cima) durante todo o terceiro trimestre de gestação; 
- há de se ter uma atenção redobrada com a hidratação; 
- nada de exceder 140 bpm de frequência cardíaca durante as atividades; e
- fugir dos exercícios com risco de choque/trauma abdominal. 

 

Quanto à alimentação, o acompanhamento nutricional é indispensável para uma gravidez sadia para a futura mamãe e a criança. Segundo Krause (2012) os benefícios podem ser vistos: 
- na diminuição do risco de desenvolver doenças como diabetes gestacional;
- no ganho de peso adequado da gestante e da criança;
- na melhora no desenvolvimento global do bebê. 

Por meio de estudos epigenéticos, sabemos que os fatores ambientais da mãe podem influenciar diretamente na transcrição e composição do DNA do filho (Wilkins-Haug, 2009). Sim,os hábitos de vida da mãe, mesmo com a criança ainda em seu ventre, estará predestinando o caminho do seu filho (incluindo a possibilidade de uma futura obesidade). 

 

Futuras mamães, mantenham hábitos de uma vida saudável, pratiquem atividade física e se alimentem de forma orientada (consumindo alimentos menos processados e dando preferência aos orgânicos sempre que possível), afinal, um alguém muito especial depende de você. 



Fábio Pacheco é personal trainer (CREF 1628g/DF), especialista em treinamento de força e musculação e graduando em Nutrição. 

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